sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Análise Sonic Generations


Ainda sou da geração que viu Sonic nascer e que presenciou os tempos de ouro da mascote da Sega. Foi em 1991 que nasceu o primeiro jogo da série e o ouriço mais rápido do mundo depressa se tornou num verdadeiro ícone dos videojogos. O que é certo é que o sucesso alcançado durante os primeiros títulos da Mega Drive não serviu para que o ouriço azul se mantivesse constante na indústria e a qualidade dos jogos foi caindo a pique sempre que um novo jogo da série saía. Já não existiam quaisquer dúvidas que esta lenda dos videojogos estava adormecida, tornando-se numa lenda que muito dificilmente voltaria a ser o que era no passado.  

20 anos passaram desde o nascimento de Sonic e para comemorar as duas décadas de existência a Sega lançou Sonic Generations, um título desenvolvido pela Sonic Team que une gerações ao juntar o Sonic do passado e o Sonic do presente no mesmo jogo.

E quando muitos pensavam que se tratava apenas de mais um jogo mediano de Sonic, eis que este supera todas as expectativas ao revelar-se um autêntico tributo às glórias do passado.

O enredo do modo história é bastante simples. Sonic está a comemorar o seu vigésimo aniversário juntamente com os seus amigos e no meio da festa aparece Time Eater, um novo vilão na série que aprisiona os amigos de Sonic em dimensões paralelas perdidas no tempo e no espaço. Cabe a Sonic ir em busca dos seus companheiros percorrendo vários níveis, que vão desde os clássicos como Green Hill do primeiro jogo de Sonic até aos mais recentes como Escape the City de Sonic Adventure 2 ou Planet Wisp de Sonic Colours.

Logo no início da jornada o Sonic moderno encontra o Sonic do passado e juntos partem em busca dos seus companheiros.

Ao todo são 9 fases distribuídas por 3 eras (era Mega Drive, era Dream Cast e era moderna) e é de louvar a forma como cada fase foi redesenhada de forma a transmitir-nos um enorme sentimento de nostalgia ao mesmo tempo que nos apercebemos da grande evolução que está presente em cada cenário.
Cada fase está dividida em 2 actos, sendo o acto 1 jogado com o Sonic clássico e o acto 2 com o Sonic moderno.

Os actos jogados pelo Sonic clássico recuperam todas as mecânicas introduzidas nos tempos de ouro da Mega Drive, sendo os cenários desenhados em 2D e continuarem recheados de plataformas, trampolins e anéis para apanhar. Como seria de esperar, as únicas formas que o Sonic clássico usa para derrotar os inimigos são saltando-lhes para cima ou através do Spin Dash, uma técnica que serve tanto para derrotar inimigos como para percorrer o cenário a velocidades bombásticas.

Quanto aos actos jogados pelo Sonic moderno, estes estão desenhados em 3D, oferecendo uma experiência bem mais frenética graças essencialmente ao boost, uma espécie de turbo, que Sonic utiliza para destruir tudo o que lhe aparece pela frente a uma velocidade incrível. É notável a forma como a Sonic Team conseguiu redesenhar alguns dos níveis da era moderna que foram bastante criticados nos jogos em que foram introduzidos originalmente e aparecem em Sonic Generations de forma muito bem trabalhada.

Ao completarem um acto recebem Skill Points e quanto melhor for a vossa prestação mais Skill Points recebem. Estes pontos são gastos na compra de habilidades que podem ser equipadas tanto no Sonic moderno como no clássico, embora algumas sejam próprias para cada Sonic de forma independente. As habilidades especiais vão desde escudos, maior velocidade, vidas extra, etc. Para além das habilidades podem ainda comprar o “Mega Drive Controller”, um controlador que vos permite jogar ao primeiro Sonic lançado em 1991 caso encontrem a Mega Drive que está espalhada pelo cenário principal.

Ao terminarem todos os níveis de uma era desbloqueiam vários desafios que vão desde fazer corridas com um clone robô do Sonic, concluir o desafio num certo período de tempo, etc.
No final de cada era encontram um boss e para o poderem enfrentar necessitam de 3 chaves em que para as ganharem apenas precisam de completar um desafio referente ao nível onde a chave está inserida.

Mesmo não sendo os pontos principais do jogo, os primeiros bosses conseguem ser pontos altos na experiência que Sonic Generations tem para oferecer, pois são retirados de forma muito bem conseguida de vilões que já enfrentaram noutros jogos da série. Ao eliminarem um Boss recebem uma esmeralda. Ao todo existem 7 e é necessário obterem todas para concluir o jogo. Para além dos Bosses existem também as “rival battles”, uma espécie de mini bosses que também se encontram um em cada era e nos oferecem uma esmeralda quando os derrotamos.

Para alimentar ainda mais o sentimento de nostalgia que o jogo nos transmite temos disponível a Collection Room, onde podemos encontrar vídeos, desenhos, músicas e outras relíquias ligadas a Sonic durante estes 20 anos. Á medida que formos completando os desafios e derrotando os bosses esta sala vai ganhando novos conteúdos.

O trabalho sonoro está bastante bom. Podem contar com as principais melodias de cada cenário mas com uma sonoridade mais moderna. Todos os efeitos sonoros estão um autêntico luxo para os nossos ouvidos, desde os sons de Sonic a saltar para cima das cabeças dos inimigos até aos sons nostálgicos enquanto apanham argolas.

Em relação ao online, não existem quaisquer provas multijogador mas temos dois modos á nossa disposição. O modo Ranking Attack onde temos de concluir cada acto no menor tempo possível registando o nosso tempo na tabela de rankings e também o modo 30 Second Trial onde temos de chegar o mais longe possível em 30 segundos e pontuar o máximo possível durante esse tempo.

Sonic Generations traz o famoso ouriço azul de volta á ribalta com um título que reúne todos aspectos positivos dos jogos produzidos durante os seus 20 anos de existência. Finalmente podemos afirmar que a mascote da Sega está de regresso á boa forma.

Gráficos – 9
Jogabilidade – 8.5
Som – 9
Longevidade – 8
  
Nota final - 9


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